O mapa vivo do seu projeto: comece no Planejar e atualize a cada fase do PDCA — se não cabe numa folha, o escopo está grande demais
Como usar o A3
Preencha os blocos 1 a 5 na fase Planejar — o lado esquerdo é a investigação, o 5 é o plano.
Na fase Executar, atualize o bloco 6 com o andamento e os desvios do plano.
Na fase Checar, feche o bloco 7 comparando o depois com a linha de referência.
Na fase Agir, feche o bloco 8 — padrão novo, monitoramento e o próximo giro.
Título do projeto
Redução do Tempo Médio de Reparo (MTTR) dos Equipamentos Críticos · KZ-2026-047
Líder do projeto
Thiago Ramos (PCM)
Área / processo
Manutenção · OS corretiva, linhas 1 a 5
Patrocinador
Eduardo Lima, Gerente Industrial
Data / versão
dez/2026 · v. final
Lado esquerdo — Planejar (a investigação)
1
Contexto e problema
o quê, onde, desde quando, impacto — com fatos
Os 22 equipamentos críticos das linhas 1 a 5 operam com MTTR de 6,8 h por OS (jan/2025 a jun/2026), com picos de 12 h, quase o dobro da referência interna de 3,5 h.
Disponibilidade em 91,2% contra meta de 95%, com R$ 88 mil/mês de perda de produção, 280 h/mês de corretivas emergenciais e custo de corretiva de R$ 63 mil/mês.
Quem sofre é a Produção, que perde produção a cada hora de máquina parada; as linhas 2 e 5 concentram 58% das horas paradas.
2
Situação atual
dados históricos · linha de referência · onde se concentra
Linha de referência confirmada no local: 6,8 h/OS em cerca de 90 OS medidas etapa a etapa (10/08 a 04/09/2026), batendo com o histórico. Pareto por etapa: aguardo de peças 2,3 h, execução 1,6 h e diagnóstico 1,1 h somam 73,5% do tempo.
Por linha: Linha 2 (89 h/mês) e Linha 5 (74 h/mês) concentram 58% das 280 h/mês paradas, à frente das linhas 1 (48 h), 3 (41 h) e 4 (28 h).
3
Meta
objetivo + valor + prazo
Reduzir o MTTR dos equipamentos críticos de 6,8 para 3,5 horas (−49%) até 11/12/2026, sem aumentar o custo total de manutenção e mantendo os padrões de segurança LOTO.
4
Análise de causas
Ishikawa · 5 Porquês · Pareto — causa comprovada, não opinião
Causa potencial
Evidência (dado / Gemba / teste)
Causa-raiz?
Itens críticos sem estoque mínimo cadastrado
Em 31 de 41 OS com espera de peça (76%), o item não tinha estoque mínimo
SIM
Diagnóstico sem roteiro padronizado
Medição no Gemba: seniores diagnosticam em 0,6 h, demais em 1,5 h (2,5×)
SIM
Almoxarifado sem endereçamento e cadastro peça×equipamento desatualizado
Observação no local: tempo perdido procurando peça e conferindo cadastro
SIM
Poucos técnicos aptos ao diagnóstico
Diferença some com roteiro padronizado; causa parcial, tratada na padronização
NÃO
5
Contramedidas — plano de ação
5W2H resumido: cada ação ataca uma causa-raiz
O quê
Causa que ataca
Quem
Quando
Kits de peças críticas por equipamento (R$ 14 mil)
Itens sem estoque mínimo
Fábio Antunes
out/2026
Guias de diagnóstico dos 8 modos de falha + treino dos 12 técnicos (R$ 2 mil)
Diagnóstico sem roteiro
Renata Borges
out/2026
5S com endereçamento do almoxarifado
Almoxarifado sem endereçamento
José Carlos Dias
nov/2026
Estoque mín/máx para 120 itens críticos + técnico de referência por turno
Itens sem estoque mínimo / 1º atendimento lento
Fábio Antunes / Thiago Ramos
nov/2026
Lado direito — Executar, Checar e Agir (a entrega)
6
Execução
fase Executar: status das ações, desvios e treinamento
8/8 ações do 5W2H executadas, com piloto de 4 semanas nas linhas 2 e 5, as duas piores; replicação às linhas 1, 3 e 4 desde 23/11/2026.
Ajustes no caminho: dois kits revisados (lista inicial não cobria um modo de falha) e guias com fotos das peças no ponto de uso, sugestão do 2º turno.
12 técnicos treinados com registro; Almoxarifado treinado na rotina de kits; investimento de R$ 19,5 mil dos R$ 25 mil aprovados; evidências em folhas de verificação, fotos antes/depois e apontamentos no CMMS.
7
Verificação — antes × depois
fase Checar: mesmo indicador, mesma forma de medir
Indicador
Antes (linha de ref.)
Depois
Meta atingida?
MTTR nas linhas-piloto 2 e 5 (CMMS)
7,4 h
3,6 h
QUASE (meta 3,5 h)
Espera de peça / diagnóstico por OS
2,3 h / 1,1 h
0,6 h / 0,6 h
SIM
Ganho estimado de R$ 528 mil/ano em recuperação de produção, validado pelo Financeiro; payback de 2 meses. Sem efeito colateral: custo total de manutenção estável e padrões LOTO mantidos.
8
Padronização e próximos passos
fase Agir: padrão novo, monitoramento, dono, lições e o próximo giro
Padrões publicados no GED e treinados: POP-MAN-014 (roteiro de diagnóstico), IT-ALM-007 (kits e estoque mín/máx) e IT-MAN-021 (apontamento da OS no CMMS).
Monitoramento: MTTR mensal em carta de controle simples no CMMS (meta ≤ 3,5 h, alerta 4,6 h), disponibilidade ≥ 95%, espera de peça ≤ 0,7 h/OS, kit completo ≥ 95%, guias ≥ 90%, 5S ≥ 85 pontos; dona: Patrícia Souza (Coordenação de Manutenção), com acompanhamento do líder por 90 dias.
Reação: ponto acima de 4,6 h, 2 meses acima da meta ou 6 pontos subindo disparam fluxo de 5 passos (prazos de 24 h a 5 dias) com escalonamento; próximo giro: preditiva por sensoriamento; revisão com a gerência em fev/2027.
Dica do especialista
O A3 conta uma história em que cada bloco sustenta o seguinte: problema com fatos → dados → meta → causa comprovada → ação que ataca a causa → execução com evidência → resultado verificado → padrão que sustenta. Se algum bloco não conversa com o anterior, volte uma casa — é o método se protegendo do achismo.
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