KIT LEAN VOITTO CASE DE EXEMPLO · A3 DO PROJETO LEAN

Lean no Fluxo de Liberação de Lotes de Sólidos Orais — Planta Anápolis

LN-2026-007 · Qualidade — Liberação de Lotes · Jul/2026 – Dez/2026 · A3 preenchido de ponta a ponta pela líder do projeto
Título do projeto
Redução do lead time de liberação de lotes de sólidos orais
Líder do projeto
Renata Carvalho (supervisora da Garantia da Qualidade)
Fluxo de valor / área
Fim da produção → amostragem → análises → dossiê → liberação
Patrocinador
Paulo Andrade — Diretor Industrial
Data / versão
08/12/2026 · v4 (fechamento)
Lado esquerdo — Planejar (a investigação)
1

Contexto e problema de negócio

o que dói, para quem, desde quando, quanto custa — com fatos

A liberação de lotes de sólidos orais leva em média 12,5 dias (picos de 21), mais que o dobro da referência interna de 6 dias — 512 lotes medidos de jan/2025 a jun/2026, 42% acima do prazo-alvo de 8 dias.

Impacto: R$ 8,2 milhões em média parados em quarentena (~R$ 82 mil/mês de carregamento), 85 lotes/mês esperando, risco de ruptura no mercado. Clientes do fluxo: Expedição, distribuidores e, na ponta, o paciente.

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Situação atual

fluxo medido no Gemba: tempos, esperas, desperdícios, linha de referência

VSM do estado atual (fim da produção → liberação), lote a lote sobre 512 lotes: lead time 12,5 dias, só 58% no prazo. 68% do lead time é pura espera: fila de análise no CQ (41%) + revisão documental (27%). Retrabalho por desvios: 13%.

Desperdícios dominantes: espera (fila sem regra), estoque (R$ 8,2 mi em quarentena), superprocessamento (dupla checagem por hábito), defeitos (retrabalho). Dados conferidos em 30 lotes contra o registro físico (concordância > 95%).

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Objetivo e meta

indicador + valor + prazo, derivados da linha de referência

Reduzir o lead time de liberação de 12,5 para 6,0 dias (−52%) até 11/12/2026, elevando os lotes no prazo de 58% para 90%, mantendo íntegros o escopo analítico farmacopeico e os requisitos de BPF/GMP.

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Análise de causas

Ishikawa · 5 Porquês — causa comprovada no Gemba, não opinião
Causa potencialEvidência (dado / Gemba / teste)Causa-raiz?
Fila sem gestão à vista e sem regra de priorização (atendimento por ordem de chegada)5 Porquês + observação no Gemba: sem painel, sem prazo por etapa; urgências "pelo grito". Fila = 41% do lead timeSIM
Revisão documental sequencial com dupla checagem manual por hábitoPareto 512 lotes: revisão = 27% do tempo; dossiês sem risco indo à dupla checagemSIM
Retrabalho por desvios/OOS13% do tempo — monitorado; fica para o próximo giroNÃO (agora)
Indisponibilidade de HPLC; analistas insuficientes no picoMedição: 6% do tempo; pico absorvível com nivelamento + polivalênciaNÃO

Fila de análise + revisão documental = 68% do lead time, comprovado na medição direta do sistema, lote a lote.

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Estado futuro e contramedidas

o fluxo enxuto desenhado: cada melhoria ataca um desperdício/causa
Melhoria / kaizenDesperdício ou causa que atacaQuemQuando
Onda 1 — painel de fila com prazo por etapa (custo zero)espera invisível — fila sem gestão à vistaRenata Carvalho21/10–04/11
Onda 2 — regra de priorização por prazo e risco (custo zero)espera — atendimento por ordem de chegadaRenata / Letícia Moraesaté 20/11
Onda 3 — revisão por exceção + checklist à prova de erro no dossiê (R$ 5 mil)superprocessamento — dupla checagem sem valorSônia Ribeiroaté 20/11
Onda 4 — célula de nivelamento de chegadas (R$ 8 mil) + polivalência de analistas (R$ 4 mil)espera — picos que formam fila; talento preso a uma análiseLetícia / Bruno Tavaresaté 08/12

Estado futuro: lead time 6,0 dias, lotes no prazo 90%, quarentena R$ 4,0 mi. Total: 6 frentes, R$ 17 mil dos R$ 20 mil aprovados.

Lado direito — Executar, Checar e Agir (a entrega)
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Plano de implantação e execução

fase Executar: ondas de melhoria, status, desvios e treinamento

Ondas na ordem do maior retorno: painel de fila em operação (21/10–04/11); depois priorização por prazo e risco, revisão por exceção com checklist, célula de nivelamento e polivalência — cronograma de 19/10 a 20/11, conclusão até 08/12, dentro dos R$ 17 mil.

Desvio: na 1ª semana da revisão por exceção, dossiês seguiam à dupla checagem por hábito — critério de risco reescrito no POP + reforço de treinamento; desvio cessou sem impacto. Nenhuma etapa analítica foi removida: cortou-se espera e excesso de processamento, não controle.

Treino e evidências: analistas e revisores treinados com registro assinado; áreas vizinhas na reunião diária; fotos do painel, folha de verificação diária da fila/backlog, telas do sistema, checklist anexado a cada dossiê.

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Verificação — antes × depois

fase Checar: mesmo indicador, mesma forma de medir da linha de referência
IndicadorAntes (linha de ref.)Depois (projeção)Meta atingida?
Lead time de liberação (fim da produção → liberação)12,5 dias6,0 dias (−52%)SIM (projeção)
Lotes no prazo (≤ 8 dias)58%90%SIM (projeção)
Estoque médio em quarentenaR$ 8,2 miR$ 4,0 miSIM (projeção)

Ganho: R$ 470 mil/ano (estoque parado + horas extras no laboratório), validado com o Financeiro em 06/07/2026; payback de 2 meses sobre R$ 17 mil. Sem efeito colateral: BPF/GMP e escopo analítico intactos, retrabalho vigiado em ≤ 3% dos lotes. Consolidação: 3 meses de estabilidade na carta diária.

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Acompanhamento e padronização

fase Agir: padrão novo, gestão visual, dono, yokoten e o próximo giro

Trabalho padronizado: POP de sequenciamento de amostras, POP de liberação com revisão por exceção e checklist à prova de erro na emissão do registro do lote — tudo via controle de mudanças do sistema da qualidade, equipe treinada com registro assinado.

Gestão visual e dono: carta de controle diária do lead time (meta ≤ 6 dias, alerta em 7) + quadro com lotes no prazo ≥ 90%, fila ≤ 24h, revisão ≤ 16h, backlog ≤ 10 amostras, retrabalho ≤ 3%, aderência 100% ao POP de priorização (auditoria semanal). Dona do fluxo: Garantia da Qualidade. Reação: ação por sintoma (fila alta, equipamento parado, desvio, backlog, absenteísmo), escalonamento à líder em 48h e ao Diretor Industrial após 5 dias.

Yokoten e próximo giro: fase 2 leva priorização, painel e revisão por exceção para líquidos e semissólidos; o case vira material de formação de líderes Lean. Próximo giro: fechar 3 meses de estabilidade e atacar o retrabalho por desvios (13% do tempo).

Por que este A3 fecha

A história se sustenta de ponta a ponta: lead time de 12,5 dias com R$ 8,2 mi parados → VSM mostrando 68% de espera → meta de 6,0 dias na mesma régua → causa-raiz comprovada (fila sem regra e sem gestão à vista) → estado futuro que faz o lote fluir → ondas executadas com evidência → projeção 100% da meta validada com o Financeiro → padrão, carta diária e yokoten. O tempo estava na espera, não na análise.

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