A torre 2 do Vista Serra (14.500 m², 20 meses) gera 0,182 m³ de resíduo por m² construído desde jun/2025 — 52% acima da boa prática do setor (0,12). No trimestre medido: 1.240 m³ descartados a R$ 96/m³ (~R$ 119 mil/trimestre), sem contar o material comprado que virou entulho.
Sofrem a Diretoria de Engenharia (custo acima do orçado), o ESG do grupo (Compromisso 2028: −30% de resíduo por m²), o canteiro e o órgão ambiental (destinação com CTR). Cliente do fluxo: o comprador do apartamento, que não paga mais por isso.
Mapa do fluxo do material (pedido em Suprimentos → logística de pavimento → execução → baias → destinação): o material é empurrado por estimativa, não puxado pelo projeto. Linha de referência jun/2025–jan/2026: 0,182 m³/m² (0,178–0,190), estável — antes de fechá-la, o enchimento de caçambas foi padronizado (18% de divergência declarado × real).
Desperdícios: superprodução (argamassa além do quantitativo), superprocessamento (gesso 9 mm vs 5 mm), defeitos (22% da cerâmica em recorte), estoque (massa que endurece), transporte/movimento (baias distantes). Argamassa/concreto (34%) + cerâmica/alvenaria (27%) + gesso (18%) = 79% dos 1.240 m³.
Reduzir a geração de resíduos da torre 2 de 0,182 para 0,13 m³/m² (−28%) até 31/07/2026, medida semana a semana (m³ de caçamba por m² executado), sem atrasar o cronograma de 20 meses e com orçamento de R$ 45 mil.
| Causa potencial | Evidência (dado / Gemba / teste) | Causa-raiz? |
|---|---|---|
| Pedido de argamassa por estimativa do mestre (empurrado, sem quantitativo) | Pavimento 6: 14 masseiras (~1,1 m³) endurecidas num único dia — pedido acima do real | SIM |
| Corte de cerâmica sem plano de paginação | Medição de 240 peças no pavimento 7: 22% viram recorte sem aproveitamento | SIM |
| Gesso aplicado acima da espessura de projeto | 60 pontos medidos: média de 9 mm contra 5 mm especificados | SIM |
| Empreiteiro sem meta de resíduo; baias distantes; sem apontamento por pavimento | Workshop de causas 08/04 — contribuem, tratadas como ações de apoio | APOIO |
As três causas comprovadas respondem por 79% do volume do Pareto (980 dos 1.240 m³). Padrão comum: o fluxo comandado pela estimativa, não pelo projeto.
| Melhoria / kaizen | Desperdício ou causa que ataca | Quem | Quando |
|---|---|---|---|
| Argamassa estabilizada 36h em central + pedido por quantitativo de paginação | superprodução — pedido por estimativa | Juliana Prates (Suprimentos) | abr–mai/2026 |
| Paginação de alvenaria e cerâmica no projeto executivo | defeitos — 22% de recorte sem plano de corte | Camila Nogueira | abr–mai/2026 |
| Taliscamento + conferência de espessura de gesso | superprocessamento — 9 mm vs 5 mm | Felipe Andrade (mestre) | após prumo liberado |
| Kit de material por pavimento + caçamba dedicada com apontamento | transporte/movimento e medição — segregação no ponto onde o resíduo nasce | Vanessa Cardoso (Qualidade/MA) | mai/2026 |
7 ações no 5W2H por R$ 38.200 dos R$ 45 mil orçados; meta de resíduo nos contratos entrou após renegociação com empreiteiros. Adiadas: usina de britagem (investimento) e venda de resíduo misto (não reduz geração).
Onda piloto nos pavimentos 8 a 10 (04/05–12/06/2026), critério de sucesso ≤ 0,135 m³/m²: argamassa em central no lugar da estimativa, paginação comandando pedidos e cortes, taliscamento do gesso, kit + caçamba dedicada por pavimento. Resultado em degraus: 0,133 → 0,128 → 0,124 (média 0,128). Expansão só após o 3º pavimento.
Desvios de sequência (não de rumo): controle de gesso após alvenaria liberada no prumo; meta contratual dos empreiteiros ao longo do piloto. Equipes de vedação e revestimento treinadas com registro de presença; mestres e empreiteiros no workshop de 08/04; indicador no quadro de gestão à vista do canteiro.
Evidências: romaneios com conferência fotográfica, folha de verificação de sobra de argamassa por pavimento, CTRs de destinação, apontamento da caçamba dedicada, fotos antes/depois das baias e dos pavimentos.
| Indicador | Antes (linha de ref.) | Depois | Meta atingida? |
|---|---|---|---|
| Geração de resíduos (m³ de caçamba / m² executado) | 0,182 | 0,125 consolidado (S19–S30; últimos pontos 0,121–0,122) | SIM — superada (meta 0,13) |
| Cronograma da obra (20 meses) | referência | mantido | SIM |
Ganho: ~R$ 610 mil/ano — R$ 461 mil em material que deixou de virar entulho + R$ 149 mil em caçamba/transporte/destinação (~1.550 m³/ano evitados a R$ 96/m³); auditoria do Financeiro em jan/2027. Queda de 31% contra 28% planejados, concentrada nas categorias atacadas (79% do volume) e acompanhando as ondas pavimento a pavimento — custo fechado em R$ 38.200.
Trabalho padronizado (Plano da Qualidade da Obra): POP do pedido por quantitativo de paginação (pedido por estimativa bloqueado em Suprimentos), POP da argamassa estabilizada em silo (36h), POP de taliscamento/conferência de gesso, POP do kit por pavimento com caçamba dedicada.
Gestão visual e dona: carta de controle semanal do m³/m² (LC 0,127; limites 0,145/0,110), estratificada por categoria + auditoria dos pontos-chave (100% pedidos por quantitativo; sobra ≤ 0,3 m³/pavimento; gesso ≤ 6 mm; segregação ≥ 90%). Dona: Renata Sales, gerente da obra, desde 31/07/2026; ritual mensal de obras + painel ESG. Reação: ponto > 0,145 → contenção em 24h; 7 semanas > 0,127 → diagnóstico; desvio de padrão tratado no dia; mudança de fase → revisão preventiva.
Yokoten e próximo giro: torre 3 nasce com o pacote completo; obra Parque das Águas (SP) recebe em set/2026; lições no book de melhoria contínua do grupo. Próximo giro: madeira de forma (149 m³, 12% do Pareto).
O fio condutor: 0,182 m³/m² custando R$ 119 mil/trimestre → fluxo mapeado mostrando material empurrado por estimativa → meta de 0,13 na mesma régua → três causas comprovadas com medição no Gemba (79% do volume) → estado futuro puxado pelo quantitativo de paginação → piloto em 3 pavimentos com curva de aprendizado → 0,125 consolidado, meta superada → quatro POPs, carta semanal e yokoten em duas obras.