KIT MASP VOITTO · EXEMPLO PREENCHIDO — CASE FINANCEIRO · MP-2026-010

RELATÓRIO MASP — QC STORY DO PROJETO

Redução de glosas nas medições de obra faturadas a clientes corporativos — Grupo Altavia (Financeiro, Faturamento de Obras B2B)
Projeto / problema atacado
Glosas nas medições de obra B2B — de 14,2% para 6%
Líder
Camila Nogueira (Contas a Receber)
Equipe
A. Sampaio (Engenharia) · L. Prates (Contratos) · F. Cardoso (Fiscal) · J. Melo (Faturamento)
Patrocinador
Eduardo Vilela (Dir. Adm.-Financeira)
Período
Fev–Jul/2026
Data de atualização
31/07/2026
Fase Planejar — etapas 1 a 4 (a maior parte do trabalho)
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Identificação do problema

problema em 1 frase + perda + meta (valor e prazo)

14,2% das ~130 medições de obra B2B emitidas por mês (tíquete médio R$ 210 mil) voltavam glosadas — censo de 100% das medições, baseline de 8 meses (jun/25–jan/26) estável entre 13,8% e 15,1%. Perda: ~R$ 3,9 milhões/mês no ciclo de reapresentação de 23 dias, PMR de 61 dias e retrabalho de 3 equipes (~R$ 340 mil/ano entre custo financeiro e horas).

Escolhido na priorização da área por ser a anomalia de maior impacto no caixa. Meta: reduzir a taxa de glosas de 14,2% para 6% até 31/07/2026 (queda de 58%), sem renegociar contratos, com orçamento de R$ 15 mil.

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Observação

estratificação + ida ao Genba (local real) = problema focalizado

Estratificação dos 111 apontamentos de glosa do trimestre nov/25–jan/26 (55 medições): 62% em contratos com aditivo em andamento e 70% montadas nos últimos 3 dias úteis do fechamento. Pareto: quantitativo × memória de cálculo (36%), documentação incompleta (28%), aditivo não formalizado (17%).

No Genba, a equipe acompanhou a montagem de medições reais nos contratos-âncora 2041 e 1987, com folha de verificação e fotos; o critério de medição foi validado por 3 avaliadores (93% de concordância). Problema focalizado: glosas por quantitativo e documentação nas medições montadas no aperto do fechamento — 64% dos apontamentos (81% com os aditivos).

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Análise

causa fundamental comprovada com dados — não votada

Hipóteses testadas contra os 111 apontamentos classificados. Descartadas com dados: “apontador despreparado” (o mesmo erro aparecia em todas as equipes — e sumia onde havia conferência) e “parametrização fiscal do ERP” (impostos: só 12 de 111, 11%).

Causa fundamental comprovada (81% dos apontamentos): medição sem conferência contra a memória de cálculo (40 casos, 36%), ausência de checklist documental por contratante (31, 28%) e aditivos executados antes da formalização (19, 17%). Evidência: Pareto + estratificação + 5 Porquês no Genba (medição nº 14 do contrato 2041, glosada em R$ 86 mil por quantitativo estimado).

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Plano de ação

contramedidas que bloqueiam a causa — detalhe no 5W2H
Contramedida (bloqueio da causa)QuemQuando
Checklist digital de medição por contratanteJuliana Melopiloto ciclo mai/26
Dupla conferência contra a memória de cálculoAndré Sampaiopiloto ciclo mai/26
Trava de aditivos no boletim + calendário de formalizaçãoLuciana Pratespiloto ciclo mai/26
Janela antecipada: envio das medições até o dia 25Camila Nogueirapiloto ciclo mai/26
Fases Executar, Checar e Agir — etapas 5 a 8 (a entrega)
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Ação (execução)

fase Executar: treinamento antes, execução registrada, desvios anotados

Treinamento antes da execução: engenheiros e apontadores das obras B2B treinados no checklist, no critério de medição e na dupla conferência, com registro de presença. Piloto no ciclo de mai/26 nos 2 contratos-âncora (31% do faturamento); desvio tratado: reforço de treinamento do critério de medição, obra a obra, antes de escalar.

Piloto fechou em 6,8% (critério: até 8%); pacote escalado aos 34 contratos em jun/26. Custo: R$ 12.400 dos R$ 15 mil orçados. POPs publicados em 10/07/2026.

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Verificação

fase Checar: antes × depois na MESMA métrica da meta
Item de controle (indicador)AntesDepoisMetaMeta atingida?
Taxa de medições glosadas (%)14,25,9≤ 6,0SIM (−58%)
PMR da carteira (dias)6152—−9 dias

Bloqueio efetivo: a queda veio exatamente dos motivos bloqueados (quantitativo, documentação e aditivos — 81% do Pareto). Nas 12 semanas S19–S30 a taxa ficou entre 4,8% e 7,0%, últimas 4 semanas abaixo de 5,6% — nenhuma recorrência ao patamar antigo, sem retorno à etapa 2. Ganho: R$ 340 mil/ano (R$ 240 mil de custo financeiro + R$ 100 mil de retrabalho), auditoria da Controladoria em jan/2027.

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Padronização

fase Agir: POP revisado + treinamento no padrão (OJT) + item de controle monitorado

Quatro POPs publicados em 10/07/2026: montagem de medição com checklist por contratante, dupla conferência (100% nos âncoras, 30% amostral), fluxo de aditivos com trava no boletim e calendário antecipado. Treinamento no posto (OJT) obra a obra, com listas arquivadas.

Item de controle: taxa semanal de glosas em carta de controle (LC 5,9% · LSC 8,4% · LIC 3,4%) no quadro de gestão à vista, com plano de reação (contenção em 48h acima do limite; item fora do padrão bloqueia o envio). Dona do processo desde 31/07/2026: Patrícia Fonseca (Ger. Contas a Receber).

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Conclusão

problemas remanescentes + lições aprendidas + arquivo do relatório

Remanescentes: erros de impostos e retenções (12 apontamentos) e outros (9) — alvo do próximo giro do MASP; formato apresentado ao braço Altavia Hotéis.

Lições: a medição é um produto com requisitos por cliente, conferido antes do envio — e a causa “óbvia” (apontador) caiu no teste com dados: sem a análise, teríamos treinado pessoas e mantido a causa viva. Relatório arquivado na pasta de projetos da qualidade e apresentado à liderança.

Destaque do método

A prova da causa fez o projeto: a hipótese em que todos apostavam — “apontador despreparado” — foi testada contra os 111 apontamentos classificados e descartada, junto com a hipótese do ERP (11% do Pareto). O bloqueio atacou o método (conferência, checklist, trava de aditivos), e a verificação na mesma régua confirmou: 14,2% → 5,9%, sem recorrência.

Voitto  •  Academia de Certificação de Projetos MASP  •  QC Story do projeto — exemplo preenchidoMP-2026-010 · Relatório MASP