14,2% das ~130 medições de obra B2B emitidas por mês (tíquete médio R$ 210 mil) voltavam glosadas — censo de 100% das medições, baseline de 8 meses (jun/25–jan/26) estável entre 13,8% e 15,1%. Perda: ~R$ 3,9 milhões/mês no ciclo de reapresentação de 23 dias, PMR de 61 dias e retrabalho de 3 equipes (~R$ 340 mil/ano entre custo financeiro e horas).
Escolhido na priorização da área por ser a anomalia de maior impacto no caixa. Meta: reduzir a taxa de glosas de 14,2% para 6% até 31/07/2026 (queda de 58%), sem renegociar contratos, com orçamento de R$ 15 mil.
Estratificação dos 111 apontamentos de glosa do trimestre nov/25–jan/26 (55 medições): 62% em contratos com aditivo em andamento e 70% montadas nos últimos 3 dias úteis do fechamento. Pareto: quantitativo × memória de cálculo (36%), documentação incompleta (28%), aditivo não formalizado (17%).
No Genba, a equipe acompanhou a montagem de medições reais nos contratos-âncora 2041 e 1987, com folha de verificação e fotos; o critério de medição foi validado por 3 avaliadores (93% de concordância). Problema focalizado: glosas por quantitativo e documentação nas medições montadas no aperto do fechamento — 64% dos apontamentos (81% com os aditivos).
Hipóteses testadas contra os 111 apontamentos classificados. Descartadas com dados: “apontador despreparado” (o mesmo erro aparecia em todas as equipes — e sumia onde havia conferência) e “parametrização fiscal do ERP” (impostos: só 12 de 111, 11%).
Causa fundamental comprovada (81% dos apontamentos): medição sem conferência contra a memória de cálculo (40 casos, 36%), ausência de checklist documental por contratante (31, 28%) e aditivos executados antes da formalização (19, 17%). Evidência: Pareto + estratificação + 5 Porquês no Genba (medição nº 14 do contrato 2041, glosada em R$ 86 mil por quantitativo estimado).
| Contramedida (bloqueio da causa) | Quem | Quando |
|---|---|---|
| Checklist digital de medição por contratante | Juliana Melo | piloto ciclo mai/26 |
| Dupla conferência contra a memória de cálculo | André Sampaio | piloto ciclo mai/26 |
| Trava de aditivos no boletim + calendário de formalização | Luciana Prates | piloto ciclo mai/26 |
| Janela antecipada: envio das medições até o dia 25 | Camila Nogueira | piloto ciclo mai/26 |
Treinamento antes da execução: engenheiros e apontadores das obras B2B treinados no checklist, no critério de medição e na dupla conferência, com registro de presença. Piloto no ciclo de mai/26 nos 2 contratos-âncora (31% do faturamento); desvio tratado: reforço de treinamento do critério de medição, obra a obra, antes de escalar.
Piloto fechou em 6,8% (critério: até 8%); pacote escalado aos 34 contratos em jun/26. Custo: R$ 12.400 dos R$ 15 mil orçados. POPs publicados em 10/07/2026.
| Item de controle (indicador) | Antes | Depois | Meta | Meta atingida? |
|---|---|---|---|---|
| Taxa de medições glosadas (%) | 14,2 | 5,9 | ≤ 6,0 | SIM (−58%) |
| PMR da carteira (dias) | 61 | 52 | — | −9 dias |
Bloqueio efetivo: a queda veio exatamente dos motivos bloqueados (quantitativo, documentação e aditivos — 81% do Pareto). Nas 12 semanas S19–S30 a taxa ficou entre 4,8% e 7,0%, últimas 4 semanas abaixo de 5,6% — nenhuma recorrência ao patamar antigo, sem retorno à etapa 2. Ganho: R$ 340 mil/ano (R$ 240 mil de custo financeiro + R$ 100 mil de retrabalho), auditoria da Controladoria em jan/2027.
Quatro POPs publicados em 10/07/2026: montagem de medição com checklist por contratante, dupla conferência (100% nos âncoras, 30% amostral), fluxo de aditivos com trava no boletim e calendário antecipado. Treinamento no posto (OJT) obra a obra, com listas arquivadas.
Item de controle: taxa semanal de glosas em carta de controle (LC 5,9% · LSC 8,4% · LIC 3,4%) no quadro de gestão à vista, com plano de reação (contenção em 48h acima do limite; item fora do padrão bloqueia o envio). Dona do processo desde 31/07/2026: Patrícia Fonseca (Ger. Contas a Receber).
Remanescentes: erros de impostos e retenções (12 apontamentos) e outros (9) — alvo do próximo giro do MASP; formato apresentado ao braço Altavia Hotéis.
Lições: a medição é um produto com requisitos por cliente, conferido antes do envio — e a causa “óbvia” (apontador) caiu no teste com dados: sem a análise, teríamos treinado pessoas e mantido a causa viva. Relatório arquivado na pasta de projetos da qualidade e apresentado à liderança.
A prova da causa fez o projeto: a hipótese em que todos apostavam — “apontador despreparado” — foi testada contra os 111 apontamentos classificados e descartada, junto com a hipótese do ERP (11% do Pareto). O bloqueio atacou o método (conferência, checklist, trava de aditivos), e a verificação na mesma régua confirmou: 14,2% → 5,9%, sem recorrência.