Os 22 equipamentos críticos operavam com MTTR de 6,8 h (jan/2025–jun/2026), com picos de 12 h, quase o dobro da referência interna de 3,5 h, derrubando a disponibilidade para 91,2% (meta: 95%) e custando R$ 88 mil/mês em produção perdida, com 280 h/mês de corretivas. Escolhido por ser a anomalia mais cara da Manutenção.
Meta: reduzir o MTTR de 6,8 para 3,5 h (−49%) até 11/12/2026, sem aumento do custo total de manutenção e mantendo os padrões de segurança LOTO (bloqueio e etiquetagem). Orçamento: R$ 25 mil.
~90 ordens de serviço acompanhadas etapa por etapa no Genba (10/08–04/09/2026), com folha de verificação e fotos, confirmando a linha de base. Estratificação: linhas 2 (89 h/mês) e 5 (74 h/mês) concentram 58% das horas paradas; por etapa, aguardo de peças (2,3 h), execução (1,6 h) e diagnóstico (1,1 h) somam 73,5% do MTTR — quase dois terços do tempo parado era espera, não reparo.
Problema focalizado: OS corretivas das linhas 2 e 5 alongadas por espera de sobressalente e diagnóstico sem roteiro.
Causas raiz comprovadas com dados: (1) falta de gestão formal de sobressalentes — auditoria das 41 OS com espera: em 31 (76%) o item não tinha estoque mínimo cadastrado; (2) diagnóstico sem roteiro padronizado — cronometragem: seniores em 0,6 h contra 1,5 h dos demais (2,5 vezes mais).
Hipóteses descartadas com dado: cadastro peça×equipamento desatualizado (auditoria amostral mostrou cadastro consistente, sem explicar a espera); endereçamento do almoxarifado como causa raiz (localizar peça existente levava minutos, irrelevante ante 2,3 h de espera por item sem estoque — virou ação de apoio no 5S).
| Contramedida (bloqueio da causa) | Quem | Quando |
|---|---|---|
| Kits de peças críticas por equipamento + estoque mín/máx para 120 itens (R$ 14 mil) | Fábio Antunes | piloto 4 sem. (linhas 2 e 5) |
| Guias de diagnóstico para os 8 modos de falha + treinamento dos 12 técnicos (R$ 2 mil) | Renata Borges | piloto 4 sem. |
| Escala de técnico de referência por turno + 5S com endereçamento do almoxarifado | José Carlos Dias | piloto 4 sem. |
Treinamento antes da virada: 12 técnicos capacitados nos guias e no apontamento da OS, e o Almoxarifado na rotina de kits e mín/máx, com presença registrada. Piloto de 4 semanas nas linhas 2 e 5 (as piores), com as 8 contramedidas; replicação às linhas 1, 3 e 4 desde 23/11/2026. Custo: R$ 19,5 mil dos R$ 25 mil aprovados.
Desvios anotados: dois kits revisados (lista inicial não cobria um modo de falha) e guias enriquecidos com fotos das peças no ponto de uso, sugestão dos técnicos do 2º turno — sem estourar prazo nem orçamento.
| Item de controle (indicador) | Antes | Depois | Meta | Meta atingida? |
|---|---|---|---|---|
| MTTR nas linhas 2 e 5 (h/OS) | 7,4 | 3,6 | 3,5 | QUASE (−51%) |
| Espera de peça / diagnóstico (h/OS) | 2,3 / 1,1 | 0,6 / 0,6 | — | SIM |
Bloqueio efetivo? SIM — a queda veio exatamente das etapas cujas causas foram comprovadas, e não houve nova OS parada por falta de sobressalente crítico no piloto. Sem efeitos colaterais: custo total estável e LOTO mantido. Ganho: R$ 528 mil/ano (validado pelo Financeiro), payback de 2 meses.
Publicados no GED e vinculados às OS: POP-MAN-014 (roteiro padronizado de diagnóstico — novo), IT-ALM-007 (gestão de kits e estoque mín/máx — nova) e IT-MAN-021 (apontamento da OS no CMMS — revisada). Técnicos e Almoxarifado treinados via OJT, com registro; escala de técnico de referência mantém um multiplicador por turno.
Item de controle: MTTR mensal em carta de controle no CMMS (meta 3,5 h, alerta 4,6 h) + disponibilidade ≥ 95% + rotina: espera ≤ 0,7 h/OS, kit completo ≥ 95%, aderência aos guias ≥ 90%, 5S ≥ 85 pontos. Plano de reação com fluxo de 5 passos por ramo de causa. Dona do processo: Patrícia Souza (Coordenação), desde 11/12/2026.
Remanescentes: consolidar a rotina nas linhas 1, 3 e 4 (replicação desde 23/11) e concluir o painel semanal de MTTR — ambos no acompanhamento de 90 dias. Próximo ciclo MASP: manutenção preditiva por sensoriamento, com revisão junto à Gerência Industrial em fev/2027.
Lições: sobressalente crítico sem gestão formal transforma reparo de 3 h em parada de 7; as hipóteses favoritas da equipe (cadastro, endereçamento) caíram na auditoria e na medição — sem a prova da causa, o projeto teria arrumado o almoxarifado sem bloquear a espera. Relatório arquivado no GED e apresentado no encerramento de 11/12/2026.