Retrabalho na linha de montagem final em 12% das unidades (média de 6 meses, entre 9% e 15%), contra referência interna de 5%, desde a troca do fornecedor de parafusos em jan/2026. Perda de ~R$ 8 mil/mês em horas extras e refugo, mais atraso de entrega e reclamação da expedição. Escolhido por ser a anomalia de maior perda da área e a que puxa as demais.
Meta: reduzir o retrabalho de 12% para 5% das unidades até 30/jun/2026 (lacuna de 7 pontos percentuais).
Folha de verificação apontada diariamente no posto, estratificada por tipo de defeito e turno: ~70% dos retrabalhos são parafuso frouxo, concentrados no 2º turno. A observação no Genba, com fotos, flagrou a parafusadeira do 2º turno operando descalibrada.
Problema focalizado: unidades com parafuso frouxo geradas no posto de fixação, principalmente no 2º turno, desde jan/2026.
Ishikawa levantou 4 hipóteses, todas testadas com dados: a medição de torque em amostra achou ~30% das fixações abaixo do mínimo e a verificação metrológica confirmou a parafusadeira do 2º turno descalibrada; a medição dimensional comprovou o lote de parafusos com cabeça fora de tolerância (início do desvio coincide com a troca de fornecedor).
Hipótese descartada com dado: "falta de treinamento do 2º turno" — veteranos e novatos, no mesmo equipamento, erravam em taxas semelhantes: o defeito seguia a máquina, não a pessoa.
| Contramedida (bloqueio da causa) | Quem | Quando |
|---|---|---|
| Plano de calibração periódica + trava de torque na parafusadeira | Manutenção + líder de linha | piloto 2 sem. no 2º turno |
| Inspeção de recebimento do parafuso, com devolução de lote não conforme | Técnico da qualidade | dentro do período do projeto |
| Riscos avaliados: ritmo da linha monitorado no piloto; estoque de segurança para a devolução de lote | Equipe | contínuo |
Montadores do 2º turno treinados no novo padrão de aperto antes da virada (registro de presença arquivado); manutenção implantou calibração + trava de torque e a qualidade ativou a inspeção de recebimento, devolvendo o lote não conforme. Piloto de 2 semanas no 2º turno validado (retrabalho em 5,2%) e contramedidas estendidas aos demais turnos.
Desvio anotado: a trava exigiu regulagem fina para o torque-alvo — ajustada pela manutenção sem parar a linha.
| Item de controle (indicador) | Antes | Depois | Meta | Meta atingida? |
|---|---|---|---|---|
| Retrabalho (% das unidades) | 12 | 4,3 | ≤ 5 | SIM (−7,7 p.p.) |
| Ganho mensal (R$ mil) | −8 | +9 | +8 | SIM |
Bloqueio efetivo? SIM — a queda veio do defeito bloqueado (parafuso frouxo, 2º turno) e o problema parou de recorrer: 8 semanas estáveis em ~4,5%, sem efeito colateral no ritmo da linha.
POP de aperto publicado (torque-alvo + trava configurada + rotina de calibração — antes não havia padrão formal) e instrução de inspeção de recebimento do parafuso criada. Montadores de todos os turnos treinados via OJT, com registro arquivado.
Item de controle: retrabalho diário em carta de controle no quadro da linha, limite de reação 6% (parar, recalibrar, checar lote). Dona do processo: líder da linha de montagem.
Remanescente: encaixe incorreto (~15% dos retrabalhos), 2º item do Pareto — próximo ciclo MASP da linha. Padrão de calibração já replicado para a linha 2.
Lições: a hipótese "óbvia" da equipe (treinamento) caiu no teste com dados — comprovar a causa antes de agir; calibração exige rotina, não correção pontual. Relatório arquivado na pasta de projetos da qualidade e apresentado à liderança com ganho de ~R$ 9 mil/mês.