ACADEMIA DE CERTIFICAÇÃO DE PROJETOS TPM · CASE TP-2026-001 · PROJETO CONCLUÍDO E APROVADO

FOLHA DE KOBETSU KAIZEN — REDUÇÃO DO RETRABALHO NA LINHA DE MONTAGEM

Produção · Montagem final · Mar/2026 – Jun/2026 · Pilar âncora FI — Melhoria Específica (Kobetsu Kaizen) · Kobetsu Kaizen
Projeto / perda atacada
Redução do retrabalho na linha de montagem — perda de defeito e retrabalho no posto de fixação (R$ 168 mil/ano)
Líder
Líder da montagem final
Pilar âncora + interfaces
FI — Melhoria Específica; interfaces AM (condição básica e CIL) e QM (matriz QA do posto)
Patrocinador
Gerente industrial — dono do pilar FI na planta
Período
Mar/2026 – Jun/2026
Data de atualização
30/06/2026 — projeto concluído
Fase Planejar — blocos 1 a 4 (a maior parte do trabalho)
1

Identificação da perda

16 grandes perdas + OEE de partida decomposto, com a perda valorizada em R$

O mapa das 16 grandes perdas da montagem final classificou as perdas por processo: defeito e retrabalho no posto de fixação, refugo, perdas de mão de obra (hora extra pra recuperar o programa) e pequenas paradas. A perda atacada é a de defeito e retrabalho por falha de fixação — 12% das unidades produzidas (média de 6 meses), contra referência interna de 5%, num salto que coincide com a troca do fornecedor de parafusos em jan/2026.

Valorizei a perda em dinheiro com memória de cálculo validada pela Controladoria: horas de retrabalho (2 montadores dedicados × custo-hora), refugo de componentes danificados na desmontagem e hora extra pra repor o programa. Total: R$ 14 mil/mês → R$ 168 mil/ano. É a maior perda da montagem final no Pareto perda-custo e a régua que vai medir o ganho no fim do projeto.

OEE de partida decomposto da montagem final: 66% = Disponibilidade 89% × Performance 85% × Qualidade 87%, contra 75% de referência da planta. A perda atacada bate na Qualidade — cada unidade retrabalhada entra como não conforme de primeira passagem. Réguas de apoio da parafusadeira: 3 paradas/mês por travamento e desvio de calibração medido em 2 dos 6 equipamentos do posto.

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Estratificação e priorização

Pareto perda-custo + tema proporcional + B/C estimado

Estratifiquei 3 meses de folha de verificação por tipo de defeito, turno e posto: 70% dos retrabalhos eram parafuso frouxo, 15% encaixe incorreto, 9% acabamento riscado. O parafuso frouxo concentra no 2º turno e no posto de fixação. Pareto perda-custo anexado — o alvo do projeto é essa fatia.

É um tema proporcional: a perda mais cara da área e resolvível dentro da autoridade do time da montagem (calibração, padrão de aperto e critério de recebimento), sem depender de CAPEX nem de projeto de engenharia — escopo fechado no posto de fixação, com prazo de 3 meses. A perda de pequenas paradas da linha, multicausal e cruzando o PCP, ficou fora e volta pro mapa de perdas remanescentes.

Priorização fechada pelo B/C estimado: benefício de levar o índice de 12% a 5% ≈ R$ 98 mil/ano contra custo estimado de R$ 12 mil (calibração, trava de torque, horas da equipe) → B/C estimado de 8,2, primeiro do Pareto perda-custo da montagem, à frente do ataque ao encaixe incorreto (B/C 3,4).

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Charter do projeto

tema + meta (objetivo, valor, prazo) + KPI/KAI + equipe + pilar âncora

Tema: reduzir a perda por defeito e retrabalho de fixação na montagem final. Meta: retrabalho de 12% para 5% das unidades e OEE de 66% para 73% até 30/06/2026, medidos na mesma folha de verificação e no mesmo cálculo de OEE da valorização. KPI: % de unidades retrabalhadas e OEE decomposto. KAI: % de parafusadeiras dentro do plano de calibração do CIL e auditorias de torque realizadas por semana.

Pilar âncora: Melhoria Específica — FI (ataque à perda priorizada por custo). Do FI, o projeto exercita o mapa das 16 perdas, o Pareto perda-custo, o Why-Why e a gestão por B/C. Interfaces: AM (restauração da condição básica do posto, etiquetas e CIL da parafusadeira) e QM (matriz QA cruzando defeito × posto gerador, pra mover a detecção da inspeção final pra condição que garante a qualidade).

Equipe: eu como líder da montagem final, um inspetor da qualidade, um técnico da manutenção e um montador de cada turno. Patrocinador: gerente industrial, dono do pilar FI na planta. Cronograma: P até 20/04, D até 25/05 (piloto no 2º turno), C até 15/06, A até 30/06 — com revisão semanal no quadro do pilar.

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Condição básica e causa raiz

restaurar ANTES de analisar: limpeza é inspeção, etiquetas, CIL — depois Why-Why / análise P-M

Restauração da condição básica antes de qualquer melhoria: limpeza inicial do posto de fixação com o time inteiro (limpeza é inspeção) abriu 14 etiquetas de anomalia — 9 azuis, que a própria operação resolveu no turno (sujeira nas bancadas, torque-alvo não exposto, mangueira de ar solta, gaveta de parafusos sem identificação), e 5 vermelhas pra manutenção (parafusadeira do 2º turno visivelmente fora do padrão das demais, filtro-regulador da rede de ar saturado, embreagem da parafusadeira com folga). No mesmo dia, o paquímetro flagrou o lote de parafusos com cabeça fora de tolerância. Fotos, vídeo do aperto e as medições foram anexados — a restauração já derrubou parte da variação antes de a análise começar.

Ishikawa 4M com a equipe: Máquina (calibração da parafusadeira e pressão da rede de ar), Material (lote fora de spec), Método (sem torque-alvo definido) e Mão de obra (treinamento). Testes: torque medido em 120 fixações — ~30% abaixo do mínimo, concentradas no 2º turno (confirma Máquina/Método); medição do lote confirma Material; montadores experientes reproduziram o defeito com a mesma parafusadeira (descarta Mão de obra — e evitou treinarmos o alvo errado). A queda de pressão da rede, corrigida na restauração, explicou a variação residual e saiu da lista de causas ativas.

Why-Why 1: parafuso frouxo → torque abaixo do mínimo → parafusadeira descalibrada → equipamento fora do plano de calibração → posto nunca entrou na rotina de inspeção e calibração (causa raiz 1 — condição básica não mantida, interface AM/PM). Why-Why 2: cabeça fora de tolerância → lote aprovado sem verificação → item não classificado como crítico no recebimento (causa raiz 2). As duas fecham a matriz QA do posto e explicam toda a estratificação — inclusive a concentração no 2º turno.

Fases Executar, Checar e Agir — blocos 5 a 7 (a entrega)
5

Contramedidas (execução)

fase Executar: 5W2H por causa + LPP/OJT ANTES de virar a chave + desvios
Contramedida (causa que bloqueia)QuemQuandoStatus
Calibração da parafusadeira incorporada ao CIL do posto + trava de torque (poka-yoke na fonte) — causa raiz 1, interface AMManutenção + operação05/05feito
Torque-alvo formalizado no padrão de aperto e exposto no posto — causa raiz 1 (método)Líder da montagem final06/05feito
Inspeção de recebimento do parafuso com critério de tolerância e devolução do lote não conforme — causa raiz 2Qualidade02/05feito
LPP do aperto com torque-alvo + OJT dos montadores ANTES do piloto (2º turno)Líder + inspetor da qualidade28–30/04feito
Extensão das contramedidas aos 3 turnos após o piloto validado (5,2% e OEE 71%)Equipe do projeto19/05feito

Executei em piloto de 2 semanas no 2º turno, onde a perda concentrava: calibração feita e trava de torque instalada em 05/05 (foto anexada), torque-alvo exposto no posto, check de calibração dentro do CIL desde 06/05, inspeção de recebimento ativa desde 02/05 com o lote não conforme devolvido ao fornecedor. As ferramentas do pilar guiaram a execução — Pareto perda-custo definindo a ordem das ações e poka-yoke impedindo o aperto fora do torque. Piloto validado com 5,2% de retrabalho e OEE em 71% → contramedidas estendidas aos 3 turnos em 19/05.

Ninguém virou chave sem treinar: LPP do aperto com torque-alvo publicada no posto e OJT com os montadores do 2º turno ANTES do piloto (28–30/04), depois com os demais turnos antes da expansão — presença assinada e avaliação prática de aperto. A expedição e o recebimento foram comunicados formalmente das mudanças.

Um desvio registrado: a trava de torque saiu de fábrica com faixa mais larga que o torque-alvo e precisou de regulagem fina — a manutenção ajustou sem parar a linha, com o ajuste documentado em ata de 07/05. Nenhuma outra ação desviou de prazo ou escopo.

A Folha de Kobetsu Kaizen está atualizada com a fase completa: fotos do antes/depois do posto, as 14 etiquetas com status de tratamento, medições de torque pré e pós-calibração, registro da devolução do lote, LPPs, listas de OJT e o 5W2H com status e datas reais. É o dossiê que sustenta a verificação.

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Verificação de resultados

fase Checar: OEE decomposto na MESMA régua + ganho validado + B/C real
Indicador (KPI / KAI)AntesDepoisMetaMeta atingida?
Retrabalho — % das unidades (KPI)12%4,3%≤ 5%SIM (−64%)
OEE da montagem final (KPI)66%74%73%SIM
OEE decomposto — D × P × Q89% × 85% × 87%91% × 86% × 95%SIM — ganho quase todo na Qualidade
Parafusadeiras no plano de calibração do CIL (KAI)sem plano100%100%SIM
Auditorias semanais de torque conformes (KAI)não existiam8/88/8SIM

Ganho decomposto no OEE: Qualidade 87% → 95% (o retrabalho é a maior fatia da perda de qualidade), Disponibilidade 89% → 91% (menos paradas por travamento da parafusadeira) e Performance 85% → 86% (menos interrupções de ritmo pra recuperar peça). Ganho validado com a Controladoria na MESMA régua da valorização: R$ 9 mil/mês recuperados ≈ R$ 108 mil/ano. Custo total realizado do projeto: R$ 12 mil (calibração, trava, horas da equipe). B/C real = 9,0 — acima do 8,2 estimado na priorização.

Monitorei 8 semanas após a expansão, cobrindo 2 trocas de lote de parafusos: índice estável em ~4,5%, sem nenhuma semana acima de 5%, e OEE oscilando entre 73% e 75%. Se o patamar voltasse a subir, o caminho seria voltar à condição básica e ao Why-Why — causa mal identificada não se resolve com mais ação.

Efeitos secundários checados: o refugo de componentes caiu junto (a desmontagem de retrabalho danificava peças) e a hora extra do fim de mês sumiu. Nenhum impacto no tempo de ciclo do posto nem em segurança — a trava de torque não alterou a ergonomia do aperto, e a rede de ar restaurada reduziu o ruído do posto.

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Padronização e expansão

fase Agir: SOP/CIL/LPP treinados + pillar board + réplica horizontal + lições

Publiquei o SOP-MON-011 v1 (aperto com torque-alvo e trava configurada — antes o aperto não tinha padrão formalizado), o CIL-MON-004 v1 (limpeza, inspeção e lubrificação do posto de fixação, com check diário de calibração e inspeção do filtro-regulador de ar) e a IT-QUA-007 v1 (inspeção de recebimento de parafusos, com critério de tolerância e regra de devolução). Todos com número, versão e data de 20/06/2026, expostos no posto, mais as 3 LPPs do aperto.

OJT nos 3 turnos com avaliação prática de aperto (14 montadores, registros assinados). O SOP e o CIL entraram na matriz de habilidades do posto de fixação e no roteiro de integração de novos montadores — interface com o pilar de Educação & Treinamento pra ninguém chegar sem passar pelo torque-alvo.

O pillar board da montagem ganhou a carta de controle diária do retrabalho, com limite de reação em 6%, ao lado do OEE mensal e dos KAIs (calibração no plano do CIL e auditoria semanal de torque). Plano de reação: acima de 6%, parar o posto, recalibrar a parafusadeira e verificar o lote em uso — dono: líder do turno, com reporte ao dono do pilar FI na reunião semanal.

Expansão horizontal mapeada e iniciada: a linha 2 usa o mesmo modelo de parafusadeira e recebeu o CIL com check de calibração, a trava e o SOP adaptado em jul/2026, com os montadores da linha 1 como multiplicadores no OJT. Benefício adicional estimado: R$ 60 mil/ano, já lançado no mapa de perdas da planta.

Lições: a limpeza inicial mostrou em um turno o que 6 meses de apontamento não mostravam, e a medição de torque derrubou a hipótese 'óbvia' de falta de treinamento, evitando gastar energia no alvo errado; defeito de componente comprado se bloqueia no recebimento, não na linha. Remanescentes no mapa de perdas: encaixe incorreto (15% do Pareto) — recomendado como próximo Kobetsu Kaizen — e o refugo residual. Folha de Kobetsu Kaizen arquivada no acervo do pilar FI.

Resultado do projeto

Ancorado no pilar de Melhoria Específica (FI) e conduzido como Kobetsu Kaizen, o projeto atacou a maior perda da montagem final no mapa das 16 grandes perdas — defeito e retrabalho no posto de fixação, valorizada em R$ 168 mil anuais. A condição básica foi restaurada antes da análise (limpeza inicial com 14 etiquetas de anomalia, parafusadeira recalibrada, rede de ar corrigida) e o Why-Why fechou as duas causas raiz, bloqueadas na fonte com plano de calibração dentro do CIL, trava de torque e inspeção de recebimento. O índice de retrabalho caiu de 12% para 4,3% das unidades, superando a meta de 5%, e o OEE da montagem subiu de 66% (D 89% × P 85% × Q 87%) para 74% (D 91% × P 86% × Q 95%) — o ganho veio quase todo do fator Qualidade. O ganho validado com a Controladoria na mesma régua da valorização é de R$ 108 mil/ano, com B/C real de 9,0. Após 8 semanas o item de controle seguia estável em ~4,5% no pillar board, sem recorrência do defeito bloqueado, e o padrão de calibração com trava já foi expandido horizontalmente para a linha 2, com benefício adicional estimado de R$ 60 mil/ano. (projeto ilustrativo)

Voitto  •  Academia de Certificação de Projetos TPM  •  Case de aplicação (projeto ilustrativo)TP-2026-001 · Kobetsu Kaizen · Folha de Kobetsu Kaizen