ACADEMIA DE CERTIFICAÇÃO DE PROJETOS WCM · CASE WC-2026-002 · PROJETO CONCLUÍDO

MAJOR KAIZEN — REDUÇÃO DE ERROS DE FATURAMENTO NO CENTRO DE SERVIÇOS COMPARTILHADOS (CSC)

Conecta BPO · CSC — Faturamento B2B · Jul/2026 – Dez/2026 · Pilar FI — Focused Improvement · Standard Kaizen
Projeto / perda atacada
Redução de Erros de Faturamento no Centro de Serviços Compartilhados (CSC)
Líder
Marcelo Duarte Sampaio
Pilar âncora
FI — Focused Improvement
Método
Standard Kaizen
Período
Jul/2026 – Dez/2026
Status
Concluído — projeto certificado
Fase Planejar — passos 1 a 4
1

Identificação da perda

Matrizes A–C: perda física → R$/ano

A Matriz A do CSC mapeou as perdas transacionais por processo: faturas com erro, retrabalho de reemissão, glosas de clientes e atraso de recebimento. A perda atacada é a fatura B2B com erro — 6,2% das 9.500 faturas/mês (~590 faturas erradas), quatro vezes a referência interna de 1,5%.

Valorização na Matriz C com memória de cálculo validada pelo Financeiro: horas de correção e reemissão, créditos concedidos por erro e o custo financeiro do recebimento esticado (62 dias contra 48 contratuais). Total: R$ 88 mil/mês → R$ 1,06 milhão/ano. Perda de escritório também é perda — e essa é a régua que mede o ganho no fim.

2

Estratificação e priorização

Pareto + Matriz D (método) + Matriz E (B/C)

Estratifiquei o censo de 18 meses (3.540 faturas com erro): tarifa divergente do contrato 42,9%, dados cadastrais incorretos 28,5% — juntas, 71,5% dos casos. Cruzando com o tipo de contrato, 57% dos erros estavam em contratos com aditivos. O Pareto fechou o alvo: essas duas fatias.

Pela Matriz D, as causas ficaram evidentes com estratificação e rastreio — sem fenômeno físico complexo nem necessidade estatística: Standard Kaizen no pilar FI, com equipe enxuta de 3 áreas. Major seria desproporcional pra causa já demonstrada; Quick seria pouco pra um processo que cruza Comercial, TI e Faturamento.

Matriz E: benefício estimado de R$ 700 mil/ano (queda de 6,2% pra 2,0%) contra custo estimado de R$ 62 mil (R$ 18 mil de parametrizações + horas das equipes): B/C estimado de 11,3 — primeiro da carteira do CSC, à frente da automação de cobrança (B/C 4,2).

3

Charter do projeto

tema + meta + equipe + pilar âncora

Tema: reduzir faturas B2B com erro no CSC. Meta: de 6,2% para 2,0% até 11/12/2026, no censo mensal de 100% das faturas — a mesma régua da valorização. KPI: % de faturas com erro (e prazo médio de recebimento como apoio). KAI: % de aditivos parametrizados em D+2, bloqueios de validação tratados em 24h e adesão ao checklist de fechamento.

Pilar âncora: Focused Improvement — o projeto exercita o kaizen estratificado sobre perda transacional priorizada pelo CD do escritório. Interfaces: PD (capacitação dos analistas e do Comercial no novo fluxo) e CD (valorização e validação do saving com o Financeiro). É a prova de que a lógica de perdas do WCM funciona fora do chão de fábrica.

Equipe: eu como líder do faturamento, um analista de contratos do Comercial e um analista de cadastro da TI. Patrocinador: gerente do CSC, dona do processo. Cronograma: P até 30/09, D no fechamento de 16–20/11, C até 05/12, A até 11/12 — com rito semanal de 30 minutos no quadro do CSC.

4

Causa raiz no Genba

5G + 4M testado com dados + 5 porquês

O 5G rastreou 25 faturas erradas de ponta a ponta, no posto de quem emite: as condições promocionais dos aditivos circulavam por e-mail e planilha sem chegar ao ERP; o cadastro aceitava alteração de qualquer área, sem validação; e o analista emitia certo sobre dados errados. A observação direta inocentou a execução e incriminou o processo.

Ishikawa 4M com as três áreas: Método (aditivo sem fluxo formal; cadastro sem dono), Máquina/sistema (ERP sem trava de validação), Mão de obra (treinamento) e Material/insumo de dados (volumes apontados). Testes: 100% das faturas de contratos com aditivo recente tinham divergência de tarifa (confirma Método); auditoria de 60 emissões não achou erro de digitação relevante (descarta Mão de obra); recontagem de volumes bateu com o medido (descarta apontamento).

Cadeia 1: tarifa divergente → ERP com tabela antiga → aditivo não parametrizado → não existe fluxo nem prazo pra parametrização de aditivo (causa raiz 1). Cadeia 2: cadastro incorreto → alteração sem validação → qualquer área altera → dado sem dono definido (causa raiz 2). As duas explicam os 71,5% do Pareto e a concentração em contratos com aditivos — teste de consistência fechado.

Fases Executar, Checar e Agir — passos 5 a 7
5

Contramedidas (execução)

5W2H + treinamento antes + ferramentas do pilar

O 5W2H fechou com 7 contramedidas amarradas às duas causas: formulário digital de aditivo com disparo de parametrização em D+2 e alerta de atraso (causa 1); trava de faixa de tarifa na pré-fatura (causa 1); dono único do cadastro com fluxo formal de alteração (causa 2); trava de validação cadastral (causa 2); checklist digital de fechamento; treinamento das 3 áreas; e comunicação formal do fim da planilha paralela. Orçamento: R$ 18 mil.

Virada no fechamento de 16–20/11/2026: formulário de aditivo no ar em 13/11, travas de tarifa e de cadastro ativadas em 17/11, dono único do cadastro formalizado em 10/11, checklist digital desde 16/11. As ferramentas do pilar guiaram a execução — kaizen estratificado com contramedida na fonte e gestão à vista diária do indicador durante a virada. Custo real: R$ 14,5 mil dos R$ 18 mil orçados.

Treinamento antes de virar a chave: sessões práticas na semana de 09–13/11 com os analistas do faturamento, o time de contratos do Comercial e o cadastro da TI — presença registrada e material anexado. OPL do novo fluxo de aditivo publicada no portal do CSC, e comunicado formal da gerência encerrando a planilha paralela de condições.

Desvio registrado: a trava de validação cadastral bloqueou clientes legítimos com filiais de CNPJ distinto na primeira semana — a TI ajustou a regra em 24/11 (ata arquivada), sem estourar escopo nem orçamento. Nenhuma fatura legítima deixou de ser emitida: a alçada de liberação segurou os casos em menos de 4 horas.

6

Verificação de resultados

KPI e KAI na mesma régua + saving Matriz F + B/C real

KPI na mesma régua e formato do censo: 6,2% → 3,4% no primeiro fechamento, e 3,4/2,8/2,4/2,2/2,1% nas semanas S47–S51 — patamar de 2,6%, redução superior a 55%. KAI: 100% dos aditivos parametrizados em D+2, bloqueios tratados em <24h e adesão total ao checklist — sem eles, o KPI não se explicaria.

Saving na Matriz F, na MESMA régua da Matriz C e com o Financeiro junto: a queda de 6,2% pro patamar atual projeta R$ 58 mil/mês ≈ R$ 696 mil/ano, com confirmação formal após 6 meses de sustentação do item de controle. Custo total realizado: R$ 62,5 mil (R$ 14,5 mil de investimento + R$ 48 mil de horas das equipes). B/C real = 11,1.

Cinco semanas de queda contínua cobrindo um fechamento de mês inteiro — o evento crítico do processo — sem retorno dos modos de falha atacados. A meta de 2,0% ainda não fechou: o plano de sustentação segue até o marco de 6 meses e, se o patamar regredir, o caminho é voltar ao rastreio no Genba, não empilhar ação nova sobre causa mal fechada.

Efeitos secundários checados: positivo, o prazo médio de recebimento caiu 5 dias e as glosas de clientes recuaram junto (entram como ganho adicional na Matriz F); controlado, a trava reteve clientes multi-CNPJ na primeira semana — regra ajustada e alçada de liberação respondendo em menos de 4 horas, sem fatura legítima perdida.

7

Padronização e expansão

SOP/OPL + pillar board + expansão horizontal + lições

Publiquei o SOP-CSC-009 v1 (parametrização de aditivos: formulário digital, prazo D+2, responsável e alerta de atraso) e o SOP-CSC-010 v1 (atualização cadastral: dono único, canal formal e validação obrigatória), ambos datados de 11/12/2026. O checklist digital de fechamento virou anexo obrigatório do procedimento de faturamento.

Gestão à vista no quadro do CSC: carta semanal do % de faturas com erro (linha central 2,6%, limite de reação 3,6%) mais os KAIs diários — aditivos no prazo, bloqueios em 24h, adesão ao checklist. Plano de reação em camadas: desvio pontual → estratificar a semana e tratar; tendência → reforço preventivo antes dos fechamentos de trimestre; dona do processo: gerente do CSC.

Expansão horizontal iniciada: o faturamento B2C sofre dos mesmos modos de falha e está recebendo a mesma sistemática (travas, dono de cadastro, checklist) com adaptações, rollout até mar/2027 — benefício adicional estimado de R$ 180 mil/ano, já lançado na carteira da Matriz E. Os analistas do B2B são os multiplicadores.

Lições: perda transacional se valoriza e se ataca como perda de fábrica — e rastrear faturas reais no Genba valeu mais que qualquer relatório; a hipótese de culpar o analista caiu com dados e preservou o time. Remanescentes: item/serviço incorreto e medição divergente (28,5% restantes do Pareto), recomendados como próximo Standard Kaizen rumo aos 2,0%. Major Kaizen arquivado no acervo do pilar FI.

Resultado do projeto

O WCM também ataca perda de escritório: ancorado no pilar de Focused Improvement e conduzido como Standard Kaizen, o projeto mirou a maior perda transacional do CSC — 6,2% das faturas B2B com erro, valorizadas em R$ 1,06 milhão anuais na Matriz C. Com as duas causas raiz comprovadas no Genba e bloqueadas na origem (aditivo com parametrização formal em D+2 e cadastro com dono único e validação), a taxa caiu para um patamar estável de 2,6%, com os últimos pontos em 2,1–2,2%, em rota para a meta de 2,0%. O saving projetado e lançado na Matriz F é de R$ 696 mil/ano, a confirmar pelo Financeiro após 6 meses de sustentação, com B/C real de 11,1. A sistemática de travas e checklist já está sendo replicada para o faturamento B2C. (projeto ilustrativo)

Voitto  •  Academia de Certificação de Projetos WCM  •  Case de aplicação (projeto ilustrativo)WC-2026-002 · Major Kaizen